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Menos é mais

em novembro 21, 2010

Seria possível categorizar as atrações do Planeta Terra de várias formas: clássicos e novatos, música “de macho” e música “de mina” (ou de gay, se preferirem), show “com cara de balada” e show “com cara de show” e etc…mas, para não correr o risco de gerar muita controvérsia, uma classificação óbvia – mas segura – é: bandas brasileiras e bandas estrangeiras.

As primeiras apresentaram-se antes, tendo sido o Holger, às 18h30, o escolhido para fechar o line-up verde e amarelo (no meio da sua apresentação, começou Of Montreal, no palco principal).

Mombojó (já comentamos aqui) e República abriram o festival, às 16h. Logo depois, foi a vez de Novos Paulistas e Hurtmold. Vamos a algumas considerações sobre eles:

 

Novos Paulistas – 17h30, Sonora Main Stage


O coletivo formado por alguns dos nomes mais hypados da atual cena musical independente de São Paulo (Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano, Tiê, Thiago Pethit e Dudu Tsuda) subiu ao palco principal com ares de big band.

Cada um dos integrantes, muito à vontade no palco, fazendo gracinhas e comentários diversos, cantaram composições próprias; individualmente e em conjunto.

Considerando que todos esses artistas têm boas composições de sua autoria, estilos não conflitantes e público em comum (que vem lotando o Studio SP em seus shows), a idéia de juntar todos em um só palco soa uma escolha segura, que dificilmente daria errado… Mas deu.

Os principais problemas foram aspectos já comentados acima: primeiro, o excesso de descontração descambou para uma incômoda sensação de estrelismo, um clima de “já ganhou”. Pareciam estar tão confiantes, que se esqueceram de mostrar a que vieram. Pareciam artistas consagradíssimos, daqueles que já fizeram a fama e, portanto, já podem deitar na cama sem preocupação. Não é bem assim…

Segundo, é sempre bom colocar os pingos nos “is”: sim, todos têm qualidade e um grande potencial. Sim, bastante barulho tem sido feito ao seu redor (aqui mesmo já se falou deles algumas vezes). E, sim, eles podem se tornar – individualmente ou em conjunto – artistas consagrados, de qualidade inquestionável. Mas, não, Novos Paulistas ainda não é Novos Baianos. E ponto final.

 

Hurtmold – 17h Gillette Hands Up Indie Stage


Diferente da turma acima, o que falta ao Hurtmold em termos de nome e divulgação, sobra em qualidade.

Goste-se ou não do rock instrumental da banda, é difícil dizer que seu som não tenha qualidade, mais ainda que seus integrantes não tenham se entregado por completo durante a apresentação.

Com muita percussão misturada com trompete, guitarras e vibrafone, trata-se de um rock experimental, mas não excessivamente difícil. É um som complexo, mas delicioso de se ouvir.

Eles sim fizeram jus ao espaço que ocupavam.

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