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Pop Phoenix

em novembro 24, 2010

Phoenix é o tipo da banda que é difícil de não se gostar. O som é pop, mas não excessivamente “colorido” – diferente portanto de Of Montreal, ou Empire of the Sun, só para citar exemplos do próprio Terra –; as letras são inteligentes, mas têm refrões fáceis que grudam; e no cancioneiro do grupo há espaço para faixas relativamente mais rock (como “Lasso”, “Countdown”), suaves (“Run, Run, Run”, “Love Like a Sunset” – a.k.a. música para Sofia Coppola) e hits instantâneos (“1901”, “Liztomania”).

Por essas e outras razões, ainda que Pavement e Smashing Pumpkins sejam, de fato, bandas mais relevantes para a história do rock alternativo, Phoenix mostrou no sábado que é um dos expoentes mais claros da popularização daquele estilo musical – por mais que isso soe uma contradição em termos…

Um exemplo disso é a diversificação da “fauna” do Planeta Terra: indies, nerds, patys, paybas, hippies, fashion victims, roqueiros, gays, héteros…enfim, a sensação geral era, por um lado, que o alternativo já não é tão alternativo; por outro, que o som antes restrito a poucos, tem se tornado mais democrático.

Mas, voltemos ao Phoenix.

Phoenix – 22h Sonora Main Stage

Como havia dito em posts anteriores, foi com o coração rachado que saí do show do Passion Pit para tentar assistir, desde o começo, aos franceses queridinhos do público. Por mais ciente que estivesse do sucesso dessa banda, não imaginava ver o espaço em frente ao palco principal tão abarrotado.

Com alguns minutos de atraso, a primeira música, como esperado, foi “Liztomania”, seguida de “Lasso”, com direito a stage diving e tudo.

Assim, hit após hit, mesclando faixas do álbum mais recente (“Girlfriend”, “Fences”, além das outras já citadas) a sucessos mais antigos (“If I Ever Feel Better”, “Consolation Prizes”), a banda fez um bom show. Não foi catártico, não houve grandes surpresas (não, Daft Punk não apareceu para botar fogo no final), performances teatrais ou novas versões para as músicas que todos já conheciam – em alguns momentos achei que estivesse escutando, em altíssimo e bom som, o próprio Wolfgang Amadeus Phoenix (último álbum) e não um show – mas foi suficientemente empolgante para que a maior parte da platéia saísse satisfeita dali.

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