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Talento a seco

em dezembro 18, 2010

E, como esperado, o show do 5 a Seco foi incrível.

Nesta segunda temporada, algumas mudanças: Dani Black foi substituído por Leo Bianchini – mas a composição mais conhecida daquele, “Juntos outra vez”, continuou no setlist –; novas e belas vozes da MPB fizeram participações especiais – na quarta-feira, quando fui, a vez foi de Giana Viscardi, cantando lindamente “Tranqueira” –; algumas novas composições, como “Tempo Morto”, interpretada por Vini Calderoni e Leo Bianchini, apenas em voz e violão; e novas versões para músicas já conhecidas, como a deliciosa versão rock’n’roll de “Vou Mandar Pastar”.

Àqueles que ainda desconhecem o projeto/banda, uma breve contextualização: tudo começou com cinco amigos músicos, cada qual com sua respectiva carreira solo, e cinco violões; assim, a seco.

Mais tarde, além dos violões – e guitarras – entraram instrumentos de percussão variados, alguns elementos eletrônicos, um tecladinho e até sanfona. Mas tudo muito sutil, sem ofuscar o brilho das cordas – ou das vozes.

E, assim, sem muita pirotecnia, mas com muita qualidade técnica e letras profundamente inteligentes – sem perder o bom humor – os meninos, que já tocaram até no Auditório do Ibirapuera neste ano, foram ganhando um merecido espaço na nova cena da música brasileira.

Nesse sentido, não é exagero dizer que o 5 a Seco é diferente de tudo que existe atualmente. Primeiro, porque o próprio formato do grupo não é algo convencional; o exagero de cordas é trabalhado da maneira mais harmônica possível, o que resulta em uma sofisticação como pouco se vê por aí.

Em segundo, não custa reforçar, as letras são realmente ótimas. Abordando temas contemporâneos – como a conectividade e a correria dos nossos tempos – e atemporais – o amor que partiu para longe, sem sair do coração de quem fica – a impressão, ao final do show, é de que a MPB tem muito a ganhar com esses meninos. Melhor dizendo, e aproveitando o bis do show, “Let them in” de Paul McCartney, a música brasileira os espera de braços abertos; e o público – cada vez maior – quer é que eles entrem de vez na cena. Talento não falta.

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Uma resposta para “Talento a seco

  1. […] falo do show da última quinta-feira. Em tese, o repertório não era quase nada diferente daquele show que já foi narrado com maestria pela Flora nesse re.verb.  Em tese, porque os novos arranjos fizeram mais gostosa a brincadeira de encontrar nossas […]

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