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Coincidências e confidências

em janeiro 26, 2011

Este feriado me proporcionou estranhas, mas deliciosas, coincidências.

Primeiro, ainda entorpecida pelo baque de alegria que o álbum de Marcelo Jeneci me causou, acordei, domingo, com a deliciosa surpresa de receber um comentário dele próprio, Jeneci, ao meu post.

A felicidade de saber que minhas palavras chegaram ao autor das palavras que me fizeram escrever o post foi imensa; suficiente para me trazer certo sossego naquele dia.

No dia seguinte, porém, acordei com saracutico, querendo desesperadamente encontrar um livro bom, mas “ensolarado”, para me fazer companhia na praia. Não encontrava de jeito nenhum.

Foi então que, mais uma vez, a tecnologia veio ao encontro dos meus pensamentos e o Santo Kindle me sugeriu um livro que havia ficado na minha lista de “para ler” há tempos: Juliet, Naked, de Nick Hornby.

Confesso que li a resenha na diagonal, mas quando vi as palavras “roqueiro fracassado”, já me dei por satisfeita e pensei cá com meus botões: “adoro Nick Hornby; seus livros (como Fever Pitch, High Fidelity, etc.) são inteligentes, engraçados e compatíveis com o verão…”. Pronto, baixei.

Qual não foi minha surpresa quando me dei conta que a história do livro era a de uma mulher que, ao ouvir um novo CD de um antigo rock star, resolve escrever um post em um blog (do seu então namorado) e, tcharã-rã-rã!, o músico lê o post e escreve de volta para ela!

Tudo bem que a história vai um pouco além disso: Annie, insatisfeita com seu relacionamento com Duncan – um fã incondicional e estudioso do ex-rock star Tucker Crowe – resolve escrever um post para contrariar a veemente opinião daquele de que o recém “vazado” demo de Tucker Crowe, Juliet, Naked, era melhor do que o anterior, Juliet (“clothed”).

Ocorre que, não apenas Duncan se sente pessoalmente atingido pela opinião contrária à dele, como o próprio Tucker lê e concorda com Annie. Sem saber bem por que, manda um email a ela comentando isso.

Esta, em um primeiro momento, desacredita e apenas responde: “é você mesmo?” (também me fiz a mesma pergunta…) mas, superada a desconfiança inicial, envereda em uma divertida troca de mensagens com aquela que era a última pessoa com quem imaginaria conversar, mas que, descobre, é a única que a entende.

 

Adianto que não estou trocando confidências com Jeneci, mas confesso que a perspectiva trazida pela coincidência não me desagradou…

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Uma resposta para “Coincidências e confidências

  1. Perfeito! Agora só falta arrumar um namorado fã de Jeneci e fazer um remake da obra de Hornby! rs

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