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Jard-indie-fância

em fevereiro 6, 2011

Vampire Weekend divertiu sem ser uma banda de gente grande, em todos os sentidos.

Logo quando cheguei, percebi pelo público que alguma coisa seria diferente. Tudo bem que eu estava adiantada, mas a quantidade de gente sentadinha no gargarejo e acompanhada pelos pais – alguns estilosos e bacanas, outros lá só pela censura mesmo- me espantou. Vai soar rídiculo vindo da minha calourice jr no re.verb, mas eu até me senti velha! Encontrei meu amigo velho e como bons velhos ficamos longe do burburinho e reclamando: vai ficar vazio.

A DJ set do Holger só para baixinhos estava chegando ao fim, outros velhos uniram-se a nós, distantes do gargarejo. E, com um mashup de Claudinho & Buchecha com Justin Bieber (baixou o André Paste no Holger) abrindo alas,  os afro-vamps subiram ao palco. Foi quando eu comecei a entender que, realmente, era um ótimo mesmo um  bom show para indies em formação. O via funchal não estava nem perto de cheio, mas não estava propriamente “miado” e o Holiday convidava pra dançar.

O grande mérito do Vampire Weekend, pelo menos até agora,  foi ter acrescentado elementos inéditos à conhecida fórmula do (indie)
rock. E por enquanto me parece que é só isso. Os meninos foram executores de CDs, sem inovações nos arranjos. A formação de baixo, bateria, guitarra e teclado acaba deixando muito do som para os samplers, o que eu acho particulamente  frustrante em shows. Mas é justo destacar a animação e sonoridade incríveis da cozinha dos Chris (Baio no baixo e Thomson na bateria).

A relação com o público restringiu-se a elogios de professora do primário “Vocês são ótimos”, “Está lindo” e ” É nossa primeira vez aqui, mas não demoraremos pra voltar” e a fofura tímida característica do quarteto . Uma coisa da qual pouca gente pode reclamar é que não ouviu sua música preferida. O repertório cobriu quase todas as faixas de Vampire Wekeend(2008) e Contra (2010),  e não deixou de fora nem mesmo músicas mais lentas, que quebraram um pouco do ritmo do show, como I think UR a Contra. Oxford Comma, A punk e o coro de “uuuhs” e “aaah” foram pontos altos do show. Em One (Blake’s got a new face), Ezra Koeing fez questão de “ensinar” o refrão à plateia, com gestos que auxiliavam a compreensão do inglês enrolado do vocalista (aquela pegada Californian English mesmo). A criaçada e os “velhos” não decepcionaram.

Um show divertido e sem surpresas (boas ou ruins), do qual ninguém saiu com a sensação de quero mais, talvez com boas expectativas para as próximas. Bom mesmo é ver que o Brasil já está se consolidando na rota das bandas ascendentes e já não é apenas opção das decadentes.

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Uma resposta para “Jard-indie-fância

  1. Monex disse:

    .Nada muito diferente mas bastante original..Nao deve ser facil a vida para o Vampire Weekend. Digo nao deve ser facil em termos a nossa vida deve ser relativamente ridicula em comparacao com a deles mas enfim nevermind.

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