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Ah, o amor

em fevereiro 8, 2011

O amor tem essas coisas de assumir as mais diversas formas e cores; já dizia Ziraldo, em Flicts: o que seria do amarelo se todos gostassem do azul…

Pois bem, Do Amor, a banda, também é assim. É rock, pop, samba-rock, ska, axé, carimbó… e juro que não estou exagerando. A banda, em si, não é mais uma novidade, mas, como ando apegada a esse clima de verão – e “do amor” rima com calor (rá!) – não posso deixar de falar.

Se os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju autoclassificam seu som como “feijoada búlgara” e os paulistanos do Holger fazem “indie-axé”, os cariocas do Do Amor são isso e um pouco mais…saca um eclético (e bom) iPod no shuffle? Então.

Holger, aliás, é assumidamente influenciado pela sonoridade de Do Amor – “pra quem diz que a gente copia Vampire Weekend: você nunca ouviu Do Amor direito. Isso sim gente copia. Com orgulho” (tuitou a banda um dia desses).

Só mais uma digressão antes de voltarmos à bagunça boa que é o álbum dos cariocas (cujo nome é o mesmo da banda): ultimamente, tenho acreditado cada vez mais que um disco coeso não necessariamente é composto por músicas de gêneros afins. “Do Amor” e “Arch Android”, de Janelle Monáe são bons exemplos disso.

Em relação ao primeiro, diria que o fio condutor, comum entre todas as faixas, não poderia ser mais simples, ou sincero: o bom humor. É impossível ouvir “Do Amor” sem deixar escapar umas risadas.

Como na mais axézeira dentre todas as músicas feitas por roqueiros que já ouvi, e cujo título não poderia ser mais autoexplicativo: “Pepeu Baixou em Mim”. Ou ainda, logo na primeira música do álbum, “Vem me dar”, que, sem rodeios, diz: “Ah, vem me dar… antes que eu esqueça, por favor; Ah, vem me dar… antes que eu esqueça do amor”.

Tem amor de verdade também, como no samba-rock bacana de “Morena Russa” – aquela que é a musa de todas as músicas e a “sabedoria da palavra muda”.

 Para a galera rock’n’roll mais xiita, garanto que tem rock “de verdade” também; seja com uma pegada mais pop em “Chalé”, com a seqüência das quase instrumentais “Shop Chop” e “I picture myself” ou ainda com “Exploit” – logo em seguida de “Pepeu Baixou em Mim”, para rebater qualquer resquício de axé.

É, enfim, uma mistureba doida de sons e “vibes”, mas boa como tudo aquilo que nasce do amor.

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