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Lágrimas a um fenômeno

em fevereiro 14, 2011

 

 

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Desafiando leis da física, da sensatez, da razão e do espaço, foi desmentindo um a um aqueles que dele duvidaram. E não foram poucos; ou melhor, foram todos. Que atire a primeira pedra quem achou que, ao menos uma vez dentre as tantas quedas, ele não se levantaria.

Mas sempre se levantou. E foi adiante, aos trancos e barrancos, contusão após contusão, recuperação após recuperação.

Não vi Pelé jogar. Também não vi Rivelino, Garrincha, ou Zico… vi, sim, Romário e Bebeto; continuo vendo Rivaldo e vejo também Neymar, mas fenômeno, só vi um.

Assisti-lhe ganhar Copas (até quando tentou se disfarçar de Cascão, com aquele cabelinho horroroso de 2002), troféus, prêmios e glórias; arrebatar torcidas e dar nome ao número 9.

Chorei por ele, com ele e na sua ausência.

Hoje, chorei porque vi o único craque da minha geração sucumbir à sua condição de humano – algo que algumas vezes duvidei.

Independentemente de seu coração – enorme e de manteiga – pertencer a este ou aquele time, e ainda que tenha dado mais alegrias a corinthianos como eu do que a torcedores de outros times, tenho certeza absoluta e inquestionável que Ronaldo sempre jogou a favor do futebol. Se jogou nesse esporte como um grande amante se arremessa em uma brutal paixão. Saiu dilacerado da batalha, mas também vitorioso. E saiu amado.

Obrigada, Ronaldo.

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