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Só na má intenção

em junho 20, 2011

Que tenha sido na noite passada, no mês anterior, ou tempos atrás, todo mundo já passou por isso: tem dias em que a gente já acorda mal intencionado – e não há nada a se fazer.

Nestes dias – ou noites – as trilhas sonoras são fundamentais para manter o clima. Dentre muitas, há uma turma que bem representa o clima de “hoje é o dia, que se dane amanhã”: Copacabana Club.

Este grupo formado em Curitiba ficou conhecido pelo hino da juventude “Just Do It” – estouradíssimo nas pistas por aí – mas é chegada a hora de fincar o pé de vez no terreno musical das boas e novas bandas indie-pops brasileiras (ainda que as faixas sejam cantadas sempre em inglês).

O recém lançado álbum Tropical Splash é a prova disso.

Ali, não há a menor pretensão de se ser sério, complexo, ou profundo. Há apenas o comprometimento com a boa e velha vibe da diversão a todo custo.

Se em “Just Do It” (oficialmente registrada no disco) havia um manifesto a favor do “faça agora, porque você quer”, desta vez eles são ainda mais diretos: “I wanna grab you, I wanna hold you, I want to lick you, I want to kiss you, I want to be with you… I wanna have… sex sex tonight…” (“Sex Sex Sex” – já conhecida por aí).

Na mesma sintonia toca o delicioso rockzinho eletrônico – que tende ao pancadão – “Peach“; o refrão é o seguinte: “I like peach pie, I love peach bites/ I love peach ‘cause it makes sex on the beach drinks (…)”.

It’s Us” fala daquele casal que é parceiro também na farra: “u.s. it’s meant to be/ u.s. it’s so much fun (…) Monday we go to work, Tuesday we stay at home, Wednesday is just for fun and Friday we go to club“.

As desventuras amorosas também estão ali; ainda que soando nada deprês: em “Pas Toujours“, um dancezinho animado, a noite promete, mas cadê aquela pessoa? – “Tonight is the night and I’m feeling great (…) I need to get loaded, I need to get high/The music sounds better when by her side/ I’m tracking you down through the night“…

Em “Sounds Like Confusion“, eles foram feitos para ficar juntos para sempre, mas ela quer ir a Paris, ele a Berlim…e, por essas e outras, tudo se confunde e acaba.

Comeback” começa com um assovio delicioso e termina na night; fala daquele cara que fazia a garota tão feliz… mas que se foi. Volta, por favor, é a mensagem.

Há também espaço para romantismo clássico: “Darling” é uma baladinha quase melancólica – “I need to know if you’re really up to try, and I think you should try/ You have nothing to lose…oh darling, I really think you should be mine (…)”.

A tônica do álbum, contudo, é a do frescor e descompromisso da curtição pura – a despeito de resquícios de corações partidos. Uma ode à juventude e aos dias em que as preocupações ficam de lado – ou, pelo menos, parecem temporariamente sanáveis com uma boa balada.

Um resumo? A faixa que dá nome ao álbum e convoca para um mergulho na diversão: “When I’m under water I feel like doing a tropical splash with you (…) 1,2,3 you take my hand, You hold your breath/ let’s get wet, let’s get fresh” (“Tropical Splash“).

Enfim, a noite promete? (Ou você está precisando de um incentivo para fazer dela algo promissor?) Ouça este disco.

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