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Papai Noel 2

Continuando a série de dicas re.verb para o Natal, aqui vão algumas dicas para presentes de mulherzinha.

Uma loja

Simultanea, Rua Aspicuelta, 207

Nos últimos anos, Vila Madalena tem virado referência não apenas de bares, botecos e afins, mas também de lojinhas descoladas. Os principais redutos de compras são as ruas Harmonia e Aspicuelta. Na primeira, a começar pela flagship ecossustentável da Farm, notam-se inúmeras lojas de roupas (como a fofinha Dona Pink, a rock’n’roll King 55 e a recém aberta Te Quiero), acessórios (como bolsas e sapatilhas da Lê Sacs e bijouterias – de vidro! – da Rebeca Guerberoff) e decoração (como a Oficina de Agosto, repleta de móveis artesanais brasileiros).

Na Rua Aspicuelta não é diferente: há ótimas opções, como Ronaldo Fraga, Fernanda Yamamoto e, a minha preferida, a Simultanea – assim mesmo, sem acento.

A última está na Vila há um certo tempo, mas também tem raízes em Trancoso e, talvez justamente por isso, mantém vivo o espírito alternativo – sem deixar de lado a qualidade impecável de suas peças. Tudo ali é deliciosamente fresco: sejam os lindos vestidinhos, saias e camisetas de linho e algodão, tingidos ali mesmo, no ateliê nos fundos – cujas estampas sempre são, a um só tempo, lindas, coloridas e sofisticadas –  ou o ambiente arejado e luminoso da loja – sem contar a trilha sonora, sempre repleta de bons nomes da música brasileira.

Vale dizer também que o corte das peças possui algum segredo misterioso, pois veste perfeitamente todos os tamanhos, sejam as menininhas pequeninas, ou os mulherões de plantão. O melhor exemplo desse feito são os vestidos em A, sem mangas e com alças largas; com ou sem bolsos, mais ou menos curtos. A cada estação, inúmeras variações, com as mais diversas estampas são feitas e, inexplicavelmente, tais peças são ao mesmo tempo perfeitas para a praia e para o trabalho.

Por isso, fica aqui a dica para quem não quer se aventurar em shoppings e afins, mas quer roupas estilosas e de extrema qualidade. Depois de passar por lá, uma cervejinha nos bares das redondezas cai ainda melhor.

 

Um batom


Gabrielle, Rouge Coco CHANEL

No famoso post sobre batons vermelhos, comentei sobre este tesouro. É um batom realmente vermelho, daqueles de arrasar quarteirão. Uma vez, estava com ele no Studio SP e, no banheiro, duas mulheres imploraram para que eu lhes emprestasse…outra vez, me pararam na rua para perguntar qual era o nome daquele “vermelho tão lindo”.

Em se tratando de Chanel, a qualidade é sempre excepcional. Quando se fala de batons Chanel, não é diferente; poucos conseguem aliar tão bem altíssima pigmentação a cremosidade, é realmente delicioso de se usar.

Aliás, tamanha é a importância que aquela casa dá aos batons, que, quando da criação de uma das bolsas mais famosas e tradicionais do mundo – a Chanel 2.5. – já havia no interior de cada exemplar um espaço reservado exclusivamente a eles.

Trata-se, portanto, de um presentão…uma declaração de amor à feminilidade. Sortuda de quem receber do Papai Noel algo assim!

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Smack!

Muito divertida a matéria publicada na Veja desta semana sobre o suposto efeito avassalador dos batons vermelhos sobre a atenção masculina (“O poder da boca vermelha”, por Daniela Macedo, Revista Veja, 8 de dezembro, p. 114).

Ali, faz-se referência a um estudo da Universidade de Manchester que concluiu que, enquanto um homem olha para o rosto de uma mulher, passa, em média, 73% do tempo com o olhar fixo nos lábios daquelas que estão de batons vermelhos.  Quando se trata de tons rosa, a taxa é 67% e, quando as bocas estão menos coloridas, tons nude ou cor de boca, o valor despenca para 2,2%.

Como adepta ferrenha desses tons perigosos, resolvi entrar no jogo e compartilhar os meus batons vermelhos (ou quase vermelhos) preferidos.

1)   So Chaud, MAC – um quase laranja meio mutante, varia do tomate para o coral dependendo da luz. Exige uma certa coragem, mas é lindo.

2)   Russian Red, MAC – o famigerado batom de Dita Von Teese. É mate, mas tem uma textura ótima que fixa muito bem e não deixa a boca seca. O vermelho definitivo.

3)   Red Lizard, NARS – meu favorito. Um vermelho bem fechado, super opaco e seco. Ultra pigmentado, dura horas. O melhor jeito de passar é fazer o contorno com um lápis (uso o Brick, da MAC) e colocar bem pouquinho de lipbalm por cima, para não ficar ressecado. Quando morrer, quero ser enterrada com ele.

4)   Gabrielle, Rouge Coco CHANEL – delicioso de se usar, é bem cremoso (mas nada brilhante) e não tem a mesma fixação dos dois anteriores – o que não deixa de ser bom, porque aqueles não saem por nada. É um vermelho um pouco mais aberto e divino.

5)   Cherry Lush, Tom Ford – ganhei no domingo e ainda não usei, mas estou perdidamente apaixonada. Só de testar na mão fiquei arrepiada com a textura: o batom mais macio que já testei. É também ultra pigmentado. Amor à primeira vista.

6)   Rouge Parfait RD 516, Shiseido– ainda que na foto não pareça, é muito mais um rosa bem escuro e fechado do que um vermelho. É mais cremoso e pigmentado do que o Chanel aqui embaixo. Fica maravilhoso em peles mais branquinhas.

7)   Porto Rotondo, Aqualumière CHANEL – é bem cremoso, tem um tico de brilho e muda bastante conforme a quantidade de camadas passadas; pode ser quase um  Chapstick de cereja, ou um pink-querendo ser vermelho. Ótimo para quem está começando no mundo dos vermelhos.

 

Às meninas não acostumadas a esses tons, peço encarecidamente para que revejam seus conceitos, respirem fundo e experimentem. É, no mínimo, um bom divertimento.

Aos meninos (se é que algum deles leu o post até aqui…), apreciem à vontade… Só não deixem de prestar atenção no resto…

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