re.verb

cultura, crítica e tudo o mais

Itápolis

Já tinha ouvido falar em Itápolis? Pois é, eu já. Durante minha infância toda, passei as férias nessa cidade.

Muita laranja, muito calor e muitos italianos.

Hoje, Itápolis é mais conhecida como a cidade do Oeste Futebol Clube, o time que chegou às quartas de final do campeonato paulista deste ano – pena que contra o Corinthians

Que o futebol é assunto de suma importância para grande parte dos brasileiros, não é novidade. Pensar o futebol como trampolim para o desenvolvimento de uma cidade, contudo, não é algo trivial.

Itápolis é uma cidade situada a aproximadamente 360 quilômetros da capital paulista. Perto de Araraquara e Ribeirão Preto, é um pedacinho da Itália – daí o nome – fincada em solo de terra roxa, em uma das regiões mais férteis do Estado de São Paulo.

Em 2011, Itápolis não foi a cidade sede de um time que chegou às semifinais do campeonato estadual mais importante do País. Mas, sendo a sede de um time que, em pleno dia de São Jorge, jogou uma ótima partida decisiva contra para um dos melhores times do Brasil (basta dizer que o Timão tomou um sufoco em pleno Pacaembu lotado, com direito a duas bolas salvas pela zaga em cima da linha e tudo o mais) e tendo tido seu nome repetido à exaustão em rede nacional, oxalá passe a ser mais respeitada e observada. Os itapolitanos e seu Cristo Redentor esperam de braços abertos.

Anúncios
Deixe um comentário »

Preto no branco

“Nossa, você não tem cara de corinthiana!” é o que sempre escuto quando falo qual é meu time. Vejo os narizes torcerem ainda mais quando reitero que não só torço, mas que sou corinthiana mesmo, daquelas que vai ao estádio, que chora quando o time perde e que aparece rouca depois das grandes vitórias.

Àqueles que se surpreendem quando ouvem isso, repito o que ouvi de outro grande torcedor deste time: que não existe “cara de corinthiano”, justamente porque se trata de um time que abraça todas as caras; não há uma só camada social, uma só cor, uma só ascendência. Há sim um traço comum: o amor incondicional pelo time (a cada rodada, a reafirmação dos votos de casamento: de amar o time na alegria e na tristeza).

Sou corinthiana porque sou apaixonada – ou sou apaixonada porque sou corinthiana, como queiram. Eu e mais 30 milhões que entoam em seus cantos os mesmos versos de amor: “aqui tem um bando de louco, louco por ti”; “eu nunca vou te abandonar porque te amo”; “minha vida, minha história, meu amor”.

Aos que odeiam este time, pergunto: o que seria do futebol brasileiro sem o Corinthians? E quando falo isso, penso nos torcedores dos demais times: quem iriam encher nas segundas e quintas-feiras?

Ninguém é indiferente ao Corinthians; o Timão incomoda. Há apenas duas torcidas: a do Corinthians e a contra o Corinthians.

Por isso, hoje, a esta última digo o seguinte: neste ano se comemorou o centenário do time e nenhum grande título foi ganho (não teve Libertadores, não teve Paulista, não teve Brasileiro), mas a real conquista, que poucos outros times têm, é a de que, ao longo dos últimos cem anos, o dia seguinte da derrota também é dia de se vestir a camisa do Timão, porque, sempre – e para além de muitos outros cem anos – na alegria e na tristeza, continuará existindo um bando de loucos.

E, Corinthians, Você já sabe, mas me permita deixar claro para os outros: ninguém vai te abandonar, porque, a cada dia mais, a gente te ama.

 

obs. este post é absolutamente egoísta e reflete tão somente minha loucura. Infelizmente, nenhum outro membro do re.verb a compartilha.

Deixe um comentário »