re.verb

cultura, crítica e tudo o mais

Hot

Se o palco principal do Planeta Terra foi transformado em balada (GLS) desde o pôr-do-sol, com o show-performance-doideira-Broadway do Of Montreal, o palco indie ainda não estava “ready for the floor” até o show do Hot Chip – com o perdão do trocadilho.

No showzaço do Passion Pit, o público já berrava e pulava, mas ainda era algo demasiadamente visceral e descoordenado; não era aquela dancinha calculada – corpinhos sacolejando para cá e para lá – como se faz sob luzes negras “na night”.

Mas, ninguém melhor que Hot Chip para mudar os rumos.

Hot Chip– 23h00, Gillette Hands Up Indie Stage

É, no entanto, curioso olhar para os integrantes dessa banda e tentar imaginá-los fazendo o som que fazem. Isso porque a primeira imagem que nos vêm à cabeça é a de cinco nerds brincando de Guitar Hero – depois de terem estudado horas para uma prova de mecatrônica. Assim, ao vê-los sobre o palco, com tão pouco molejo ou carisma, é quase inevitável não pensar: “isso aí não vai dar certo…”

Mas normalmente dá e, passado o pré-conceito inicial, todos se lembram que aquela é uma das bandas que melhor domina a arte de conceber músicas sofisticadas e boas de pista. Em seu repertório não há “pedradas” ou sons agressivos, mas uma delicadeza ritmada e dançante, vinda de um grupo que parece ter estudado minuciosamente a combinação de cada um dos elementos presentes em sua música.

O setlist do Terra foi composto por faixas de seu novo – e mais sóbrio – álbum, One life stand, como a faixa-título do álbum, “Hand Me Down Your Love” e “I Feel Better”, bem como popzinhos de sucesso garantido, como “Over and Over” e “Ready for The Floor” – tendo sido as últimas providenciais para reacender a chama do show nas horas em que a bola ameaçava cair.

E assim, botando a platéia para dançar, mas aparentemente poupando um pouco de sua energia – quem sabe para o after na D-Edge… – os britânicos fizeram um bom show. O público, mais empolgado que a banda, fez sua parte e se acabou na pista.

Anúncios
1 Comentário »

é chegada a hora

“O dia mais esperado do ano”, “as bandas que eu mais gosto no mundo em um só dia”, “final destruction”…essas foram algumas frases que ouvi acerca do Planeta Terra, o mais importante festival de música independente (ou seria indie? Ou rock alternativo? Ou pop-rock-indie-eletronico? Ou n.d.a…?) do País, que vai acontecer – finalmente! – amanhã, dia 20/11.

Exageros à parte, para muitos (nós três do re.verb inclusive) o espírito é esse mesmo; é aquela sensação de que assistir a muitas dessas bandas significa colocar vários “check” ao lado da lista de coisas para se fazer antes de morrer. O line-up é o seguinte:

Sonora Main Stage

Gillette Hands Up \o/ Indie Stage


16:00 / 17:00 – Mombojó 

17:30 / 18:30 – Novos paulistas

19:00 / 20:00 – Of Montreal

20:30 / 21:30 – Mika

22:00 / 23:00 – Phoenix

23:30 / 01:00 – Pavement

01:30/03:00 – Smashing Pumpkins

16:00 / 16:40 – República 

17:00 / 18:00 – Hurtmold

18:30 / 19:30 – Holger

20:00 / 21:00 – Yeasayer

21:30 / 22:30 – Passion Pit

23:00 / 00:00 – Hot Chip

00:40 / 01:40 – Empire of the Sun

02:00 / 03:30 – Girl Talk 3rd band

 

Ou seja, serão quase 12h de música boa, começando com queridíssimos nomes brasileiros (como Mombojó, Holger e Novos Paulistas – i.e. Tiê, Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz) e terminando com o melhor da old school do rock alternativo: Pavement e Smashing Pumpkins.

O penúltimo inclusive é personagem principal de um dos mais comentados embates do festival: Pavement v. Hot Chip. O outro é Phoenix v. Passion Pit. Sabe a famosa escolha de Sofia? Então.

Maaaas, como para quase tudo nesta vida se dá um jeito, nossos parceiros do Valetando na Cena (aliás, ali há vários posts ótimos sobre o Planeta Terra: http://valetandonacena.wordpress.com ) já adiantaram os prováveis setlists dessas bandas…só não tenho certeza se saber que, em tese, não será possível assistir a “Little SecreteArmistice/Fences”… aumenta ou diminui a aflição.

Enfim, faltam pouco mais de 24h…e o Planeta Terra vai ficar pequeno para tanta música boa.

Nos vemos lá!

Deixe um comentário »