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Copo meio cheio

Depois de falar sobre as brasileiras, chega a hora das estrelas internacionais do Planeta Terra.

Infelizmente, não descobri a tempo como se faz para estar em dois lugares simultaneamente, portanto não assisti a todos os shows…como já havia adiantado, a escolha mais dolorida para mim seria entre Passion Pit e Phoenix.

A primeira – “Hello, this is Passion Pit, from Boston, Massachusetts”, saudou Michael Angelakos – lançou o EP Chunk of Change em 2008 e ganhou o mundo com o hit “Sleepyhead”. No ano seguinte, foi a vez do ótimo Manners, o primeiro álbum da banda.

Duvido que isso interesse a alguém, mas Passion Pit para mim é também muito mais: conheci Manners no carro do Mundim, antes do meu bota-fora da faculdade. Ainda de ressaca da festa, torrei a paciência da minha mãe para trazer o álbum quando viajou para Nova Iorque e, ao colocar as mãos sobre ele – aquela capa preta com “poeira verde” e, respectivamente, o nome da banda e do disco em branco no topo – suspeitei que aquele não seria um CD qualquer. Só não imaginava que, exatamente um ano depois, veria a banda – que inevitavelmente acabou se tornando uma das minhas favoritas – ao vivo, misturando sintetizadores com rodas-gigantes e montanhas-russas.

 

Passion Pit– 21h30, Gillette Hands Up Indie Stage

A princípio, estava decidida a assistir Passion Pit e, ao final do show, se desse tempo, correr para ver Phoenix no outro palco – este show começaria às 22h e tudo indicava que seria um dos mais cheios da noite.

Pontualmente às 21h30, vi os meninos do Holger correndo de volta para o backstage – e, se Passion Pit assistiu de lá à apresentação do Holger, a recíproca seria verdadeira. Era o sinal inequívoco de que o show iria começar.

A primeira música foi “I’ve Got Your Number”, do Chunk of Change. Confesso que não sabia de cor, mas confesso também que não me importava: estava hipnotizada por aquele barbudo de camisa xadrez que, ao mesmo tempo, fazia sair de sua garganta a voz de uma menina de 6 anos, e emanava uma sexualidade inquestionavelmente viril.

Já a segunda faixa sim, eu sabia (quase) de trás pra frente: “Make Light”, a primeira música do Manners. Em seguida foi “The Reeling” – aquela música que, de tão rápida e complexa ninguém consegue cantar direito, mas qualquer um aprende rapidinho o final do refrão: “oh nooooo…oh nooooo”.

Depois foi a vez de “Moth’s Wing”, outra pérola daquele mesmo álbum.

E assim, pouco menos de trinta minutos depois do início, já sentia a alma lavada – como se tivesse assistido a duas horas de um grande show.

Então, com o coração apertado, mas com a consciência tranqüila pensei: “se eu for agora, vou perder a segunda metade daquele que possivelmente será o melhor show do Terra… mas, se for agora, vou sabendo que assisti à primeira metade daquele que possivelmente será o melhor show do Terra”. E, assim, sentindo que o copo estava meio cheio – e não meio vazio – parti em paz para o Phoenix.

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é chegada a hora

“O dia mais esperado do ano”, “as bandas que eu mais gosto no mundo em um só dia”, “final destruction”…essas foram algumas frases que ouvi acerca do Planeta Terra, o mais importante festival de música independente (ou seria indie? Ou rock alternativo? Ou pop-rock-indie-eletronico? Ou n.d.a…?) do País, que vai acontecer – finalmente! – amanhã, dia 20/11.

Exageros à parte, para muitos (nós três do re.verb inclusive) o espírito é esse mesmo; é aquela sensação de que assistir a muitas dessas bandas significa colocar vários “check” ao lado da lista de coisas para se fazer antes de morrer. O line-up é o seguinte:

Sonora Main Stage

Gillette Hands Up \o/ Indie Stage


16:00 / 17:00 – Mombojó 

17:30 / 18:30 – Novos paulistas

19:00 / 20:00 – Of Montreal

20:30 / 21:30 – Mika

22:00 / 23:00 – Phoenix

23:30 / 01:00 – Pavement

01:30/03:00 – Smashing Pumpkins

16:00 / 16:40 – República 

17:00 / 18:00 – Hurtmold

18:30 / 19:30 – Holger

20:00 / 21:00 – Yeasayer

21:30 / 22:30 – Passion Pit

23:00 / 00:00 – Hot Chip

00:40 / 01:40 – Empire of the Sun

02:00 / 03:30 – Girl Talk 3rd band

 

Ou seja, serão quase 12h de música boa, começando com queridíssimos nomes brasileiros (como Mombojó, Holger e Novos Paulistas – i.e. Tiê, Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz) e terminando com o melhor da old school do rock alternativo: Pavement e Smashing Pumpkins.

O penúltimo inclusive é personagem principal de um dos mais comentados embates do festival: Pavement v. Hot Chip. O outro é Phoenix v. Passion Pit. Sabe a famosa escolha de Sofia? Então.

Maaaas, como para quase tudo nesta vida se dá um jeito, nossos parceiros do Valetando na Cena (aliás, ali há vários posts ótimos sobre o Planeta Terra: http://valetandonacena.wordpress.com ) já adiantaram os prováveis setlists dessas bandas…só não tenho certeza se saber que, em tese, não será possível assistir a “Little SecreteArmistice/Fences”… aumenta ou diminui a aflição.

Enfim, faltam pouco mais de 24h…e o Planeta Terra vai ficar pequeno para tanta música boa.

Nos vemos lá!

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