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Pop Phoenix

Phoenix é o tipo da banda que é difícil de não se gostar. O som é pop, mas não excessivamente “colorido” – diferente portanto de Of Montreal, ou Empire of the Sun, só para citar exemplos do próprio Terra –; as letras são inteligentes, mas têm refrões fáceis que grudam; e no cancioneiro do grupo há espaço para faixas relativamente mais rock (como “Lasso”, “Countdown”), suaves (“Run, Run, Run”, “Love Like a Sunset” – a.k.a. música para Sofia Coppola) e hits instantâneos (“1901”, “Liztomania”).

Por essas e outras razões, ainda que Pavement e Smashing Pumpkins sejam, de fato, bandas mais relevantes para a história do rock alternativo, Phoenix mostrou no sábado que é um dos expoentes mais claros da popularização daquele estilo musical – por mais que isso soe uma contradição em termos…

Um exemplo disso é a diversificação da “fauna” do Planeta Terra: indies, nerds, patys, paybas, hippies, fashion victims, roqueiros, gays, héteros…enfim, a sensação geral era, por um lado, que o alternativo já não é tão alternativo; por outro, que o som antes restrito a poucos, tem se tornado mais democrático.

Mas, voltemos ao Phoenix.

Phoenix – 22h Sonora Main Stage

Como havia dito em posts anteriores, foi com o coração rachado que saí do show do Passion Pit para tentar assistir, desde o começo, aos franceses queridinhos do público. Por mais ciente que estivesse do sucesso dessa banda, não imaginava ver o espaço em frente ao palco principal tão abarrotado.

Com alguns minutos de atraso, a primeira música, como esperado, foi “Liztomania”, seguida de “Lasso”, com direito a stage diving e tudo.

Assim, hit após hit, mesclando faixas do álbum mais recente (“Girlfriend”, “Fences”, além das outras já citadas) a sucessos mais antigos (“If I Ever Feel Better”, “Consolation Prizes”), a banda fez um bom show. Não foi catártico, não houve grandes surpresas (não, Daft Punk não apareceu para botar fogo no final), performances teatrais ou novas versões para as músicas que todos já conheciam – em alguns momentos achei que estivesse escutando, em altíssimo e bom som, o próprio Wolfgang Amadeus Phoenix (último álbum) e não um show – mas foi suficientemente empolgante para que a maior parte da platéia saísse satisfeita dali.

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é chegada a hora

“O dia mais esperado do ano”, “as bandas que eu mais gosto no mundo em um só dia”, “final destruction”…essas foram algumas frases que ouvi acerca do Planeta Terra, o mais importante festival de música independente (ou seria indie? Ou rock alternativo? Ou pop-rock-indie-eletronico? Ou n.d.a…?) do País, que vai acontecer – finalmente! – amanhã, dia 20/11.

Exageros à parte, para muitos (nós três do re.verb inclusive) o espírito é esse mesmo; é aquela sensação de que assistir a muitas dessas bandas significa colocar vários “check” ao lado da lista de coisas para se fazer antes de morrer. O line-up é o seguinte:

Sonora Main Stage

Gillette Hands Up \o/ Indie Stage


16:00 / 17:00 – Mombojó 

17:30 / 18:30 – Novos paulistas

19:00 / 20:00 – Of Montreal

20:30 / 21:30 – Mika

22:00 / 23:00 – Phoenix

23:30 / 01:00 – Pavement

01:30/03:00 – Smashing Pumpkins

16:00 / 16:40 – República 

17:00 / 18:00 – Hurtmold

18:30 / 19:30 – Holger

20:00 / 21:00 – Yeasayer

21:30 / 22:30 – Passion Pit

23:00 / 00:00 – Hot Chip

00:40 / 01:40 – Empire of the Sun

02:00 / 03:30 – Girl Talk 3rd band

 

Ou seja, serão quase 12h de música boa, começando com queridíssimos nomes brasileiros (como Mombojó, Holger e Novos Paulistas – i.e. Tiê, Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz) e terminando com o melhor da old school do rock alternativo: Pavement e Smashing Pumpkins.

O penúltimo inclusive é personagem principal de um dos mais comentados embates do festival: Pavement v. Hot Chip. O outro é Phoenix v. Passion Pit. Sabe a famosa escolha de Sofia? Então.

Maaaas, como para quase tudo nesta vida se dá um jeito, nossos parceiros do Valetando na Cena (aliás, ali há vários posts ótimos sobre o Planeta Terra: http://valetandonacena.wordpress.com ) já adiantaram os prováveis setlists dessas bandas…só não tenho certeza se saber que, em tese, não será possível assistir a “Little SecreteArmistice/Fences”… aumenta ou diminui a aflição.

Enfim, faltam pouco mais de 24h…e o Planeta Terra vai ficar pequeno para tanta música boa.

Nos vemos lá!

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