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cultura, crítica e tudo o mais

Primavera

Primavera”, um dos mais famosos quadros de Sandro Botticelli, é das mais representativas obras do Renascimento italiano – sem dizer, uma das maiores atrações da Galleria degli Uffizi, em Florença.

 

O quadro, de incríveis 203×314 cm, datado do século XV, representa, em meio a árvores de laranja, nove personagens que dançam e celebram a estação que está por vir. Ali, estão Flora e Zéfiro, casal que, de acordo com a mitologia greco-romana, representa a união entre o deus do vento e uma jovem ninfa, Cloris, que, possuída pelo amor e transformada em Flora – abençoada, também, pelo cupido que paira sobre suas cabeças – dá origem à primavera.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, sem prejuízo das sofisticadas interpretações artísticas, para nós, reles mortais, primavera, basicamente, significa o esquenta para o verão – e ainda que os termômetros, por vezes, contradigam.

Então, sem mais, simplesmente comece a tirar do armário as regatas, vestidinhos e sandalhinhas, e entre no clima. Primavera significa que o calor está chegando.

No meio tempo, cá está uma playlist fresquinha e florida, para ajudar a entrar no clima.

(aqui está o link!)

Bom feriado!

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Oi

E, finalmente, estamos de volta. Depois de um – não tão breve – hiato, cá estamos novamente.

Sem ter jamais a pretensão de se fazer profissional, o re.verb até então foi sério na medida em que reproduziu, com o intrínseco compromisso com a verdade, nossas impressões sobre obras culturais que, pensamos, valeriam a pena serem compartilhadas – com amigos; conhecidos e desconhecidos; leitores espalhados por aí.

Falamos muito, sobre muita coisa; e aqueles que nos acompanham há algum tempo, sabem que a imparcialidade nunca foi nosso forte: quando nos apaixonamos por algo, fazemos questão de deixar bem claro. Quando estamos tristes, o texto fala por si.

Também por essa certa “promiscuidade” entre o blog e nossas vidas pessoais, períodos de ausência (i.e. falta de tempo) tendem a ser inevitáveis. Pedimos desculpas… Mas, o que importa, por ora, é que estamos de volta.

re.verb, contudo, volta diferente (e não é só o layout). Para mudar um pouco os ares, e também por questões logísticas, a proposta é um tico diferente: o foco continua sendo nossa missão de reverberar conteúdos culturais que valem a pena, mas, agora, a pegada tende a ser um pouco mais internacional (há agora uma conexão direta Itália-Brasil). Além de dicas literárias, musicais, audiovisuais e todos os outros “ais” a que estão acostumados, queremos unir o útil ao agradável e escrever também sobre dicas e eventos que transcendam a Terra Brasilis.

Esperamos que gostem, e comentários são, sempre, imensamente bem-vindos.

Para esquentar os motores, deixamos pra vocês uma playlist bacaninha com gostinho de pão de queijo; para acalmar a saudade de quem está longe do Brasil, mas também para lembrar aos que permanecem da riqueza da nossa música.

(e este é o link, para quem não conseguir visualizar direto daqui)

Aproveitem. E bem-vindos, de volta.

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12/06

Ame ou odeie, dia 12/06 é Dia dos Namorados – não há muito o que se fazer a respeito… seja como for, e como não poderia deixar de ser, o re.verb foi no embalo e preparou uma playlist cheirosinha para você – esteja apaixonado, ou não.

  • Comecinho de namoro: fofurice pura

5 Years Time”, Noah and The Whalecomo já dissemos por aqui, esta é uma das músicas mais bonitinhas já feitas; impossível não se apaixonar: “Oh well, I look at you and say: ‘it’s the happiest I have ever been!’/And I’ll say: ‘I no longer feel I have to be James Dean’”.

“Dar-Te-Ei” – Marcelo Jeneci é um apaixonado por excelência. E esta música é fofa até dizer chega: “Dar-te-ei a mim mesmo agora e serei mais que alguém que vai correndo pro fim/ Esse morre… envelhece… acaba e chora… ama e quer… desespera… esse vai… mas esse volta”.

“Para Alegrar o Meu Dia”, Tiê – quando tudo está bem, nem a ausência atrapalha: “Já que não te tenho por perto, eu vou tomar um sorvete, para alegrar o meu dia…”.

  • Namoro firme: o tempo passa, a paixão continua

“Acostumar”, Marcelo Cameloo álbum  Toque Dela é perfeito para o Dia dos Namorados, mas esta música em especial é a encarnação da sinceridade do amor: “… parece brincadeira, mas eu sei que a gente faz um monte de besteira por saber que é bom demais…”.

Apartment Story”,  The National – esta banda não é novidade, mas simplesmente uma das melhores dos últimos tempos. Esta música? Um convite à intimidade: “We’ll stay inside til somebody finds us, do whatever the TV tells us, stay inside our rosy-minded fuzz for days”.

Suck It And See”,  Arctic Monkeysapesar de tudo, resta a certeza de que aquela pessoa é especial: “You’re rarer than a can of dandelion and burdock/ And those other girls are just postmix lemonade”.

  • Namoro com emoção: aquele que persiste mesmo aos trancos e barrancos:

“Pra você dar o nome”, 5 a Secoquando vale a pena, mas a distância faz tudo se atrasar: “Deixa pra lá, que de nada adianta esse papo de agora não dá/ Que eu te quero é agora e não posso e nem vou te esperar/ Que esse papo de um tempo nunca funcionou com nós dois”.

You”, TV On The Radioum dos melhores álbuns do ano, uma música simplesmente linda: “Yooou gave no reason for letting go/I just thought you might like to know you’re the only one I ever loved”.

“Você não vale nada”, Tiê – “Você não vale nada, mas eu gosto de você/tudo que eu queria era saber por que”. Questionamento pseudo existencial  ao ritmo de flamenco e à voz de Tiê.

  • Bonus tracks com pimenta: de noite na cama

Sexual healing”, Ben Harper – sem mais: “Oh baby now let’s get down tonight/ Baby, I’m hot just like your oven, well I need your lovin’/ And baby, I can’t hold it much longer, no, it’s getting stronger and stronger/ And when I get this feeling, I need sexual healing

 You Shook Me All Night Long”, AC/DC – Haja fôlego: “Taking more than her share, had me fighting for air/ She told me to come but I was already there/ ‘Cause the walls start shaking, the earth was quaking, my mind was aching, and we were making/ And you shook me all night long…”. 

 

BREVE NOTA PARA OS SOLTEIROS: dia 12 de junho é dia dos namorados; os outros 364 são nossos. It takes two to tango, but one to rock. Rá!

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Dividindo iPods

Mostrar seu iPod a alguém quase equivale a abrir o coração. Isso porque ali, normalmente, as idiossincrasias ficam mais claras – AC/DC lado a lado com Fundo de Quintal, no meu caso – e trilhas sonoras de toda uma vida se escancaram.

Por isso, playlists podem ser ainda mais íntimas. Afinal, lá estão seleções feitas especialmente para algum momento, pretexto, ou alguém.

Por outro lado, são as playlists (alheias) os melhores atalhos para se descobrir novas paixões musicais. Assim, uma boa seleção musical, por mais íntima que seja, deve ser compartilhada – pelo bem geral.

Hoje, a playlist a ser dividida aqui não foi feita pelos reverbs, mas por outro blog, o Musicoteca – recomendadissímo, por sinal – e toca um tema difícil, mas comum a todos: “a fossinha”.

Mas, veja bem, não se trata de uma lista de músicas para cortar os pulsos, pelo contrário; é mais provável que se saia dançando com os fones de ouvido do que aos prantos querendo se enforcar neles.

A lista (que pode ser baixada na íntegra, de grátis, aqui) é eclética, mas só tem brasileiros contemporâneos. Alguns são a pura nata do cenário independente atual – como Marcelo Jeneci, Karina Buhr, Nina Becker, Bárbara Eugênia, etc. – e outros (ainda) menos conhecidos.

Os ritmos são os mais variados, de sambinhas a blues, de rock a reggae e pseudo-chanson française.

Algumas são pérolas impagáveis, como “Sem (Des)esperar” de Leo Cavalcanti com Tulipa Ruiz, ou Letuce cantando o clássico brega “Poderosa”. Há ainda cover de Los Hermanos (“O Velho e o Moço”, ao piano, por Sara Bentes), Karina Buhr soltando toda sua energia em “Mira Ira”, BárbaraEugênia com uma de suas melhores faixas (“A Chave”), a música que mais gosto de Marcelo Jeneci (“Dar-te-ei”)

É uma seleção digna de aplausos; e de se reverberar por aí.

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Melhor do que chocolate

De acordo com a tradição cristã, a Páscoa é a celebração do ressurgimento, da ressurreição. Para os chocólatras, este é o período mais doce do ano. Para todos os brasileiros, contudo – e especialmente neste ano, quando esta data coincide com outro feriado – Páscoa é sinônimo de descanso em um merecido feriadão.

Nada melhor, portanto, do que celebrar à moda re.verb, com uma playlist bacanuda, repleta de alguns dos melhores sons (re)surgidos nos últimos tempos – ou de bandas não tão novas assim, mas que marcaram presença neste ano também.

Pode colocar este presentinho na conta do coelhinho da Páscoa…

Tudo que Você Quiser”, Marcelo Camelo – para começar, uma das melhores músicas de um dos melhores discos do ano até então (“Toque Dela”) – lançado por um artista que muitos deram por terminado… tudo a ver com o clima fênix da Páscoa. Quer mais? (“Tudo que você quiser, tempo de recomeçar…”).

Lovesong”, Adele – afim de dar conta na fissura por doce? Adele é açucarada até dizer chega. Seu álbum mais recente, 21, é uma prova inquestionável. Esta faixa em especial é um arremedo de bossinha; fofa como um orelhudo coelhinho (“Whenever I’m alone with you, you make me feel like I’m home again…”).

Down by the water”, The Drums – quer mais açúcar? Esta baladinha do The Drums é amorosa e melosa – na medida certa (“If you fall asleep down by the water, baby I’ll carry you all the way home”).

Taken for a Fool”, The Strokes – neste ano, quer banda mais apropriada para se falar em renascimento do que Strokes? Esta faixa é a prova de que o grupo ainda sabe manter a velha – e ótima – forma. Bela pedida para quem vai – mas não queria – passar o feriado sozinho (“And I don’t need anyone with me right now. Monday, Tuesday is my weekend. You get taken for a fool all the time, I don’t know why”). 

Sorrow”, The National – chocolate é o melhor amigo dos corações partidos. The National é a banda que canta mais deliciosamente a melancolia; combinação perfeita. (“It’s only about half a heart alone, on the water, cover me in rag and bones, sympathy. Cause I don’t wanna get over you…”).

Summer mood”, Best Coast – Feriado te lembra férias, que te lembra verão? Deu saudades? Aproveite que ainda está quente e aproveite o calorzinho do sol que persiste… (“there’s something about the Summer that makes me moody…”).

Youth Knows no Pain”, Lykke Li – Uma ode a todos os jovens que querem curtir a vida neste feriado (“Come together and join the parade and get back walk on lost in the trade. With the plants and the shimmering beats, with the wind in my hair, you’re free”).

Wetsuit”, The Vaccines – receita para aproveitar o feriadão: “Put a wetsuit on, come on, come on; grow your hair out long, come on, come on; put a t-shirt on… Do me wrong, do me wrong, do me wrong”.

Feliz Páscoa!

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Saint Patrick’s Day

Hoje, dia 17 de março, é comemorado o Saint Patrick’s Day, dia do santo padroeiro da Irlanda nascido em meados dos anos 400 depois de Cristo. Reza a lenda que, naquele local, as festividades ocorrem desde o século XVII – e que sua origem é estritamente religiosa.

Surpreendentemente, passado tanto tempo – e como se não bastassem todos os padroeiros homenageados no Brasil – aqui também se resolveu prestar reverência ao tal santo estrangeiro; o dia de hoje certamente será comemorado também em português.

O motivo? Sincretismo religioso; miscigenação de culturas; receptividade a tradições alheias…? Pode até ser… mas, se tivesse que apostar minhas fichas em uma palavra, seria: cerveja.

Ninguém precisa de pretexto para tomar uma cervejinha, mas quando se acha um bom motivo, tanto melhor. Por isso, em pleno Saint Patrick’s Day, o re.verb presta uma homenagem aos irlandeses e aos bebuns do Brasil: um brinde ao som da nossa playlist etílica.

Eu Bebo Sim”, versão de Elza Soares com Monobloco – Para aquecer, o clássico dos clássicos; o hino da boemia: “Eu bebo, sim e estou vivendo; tem gente que não bebe e está morrendo, eu bebo sim”.

A Praieira”, Nação Zumbi – Se Chico Science era um gênio, seus ensinamentos não deveriam ser desprezados… (“No caminho é que se vê a praia melhor pra ficar, Tenho a hora certa pra beber: Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor”).

Drinking Wine in the Afternoon”, Franz Ferdinand – O almoço passou e você continua bebendo? “Drinking wine, drinking wine in the afternoon, do-do do-dooo”…

Drunk Girls”, LCD Soundsystem – O Ministério da Saúde adverte: “Drunk girls know that love is an astronaut (Drunk girls) It comes back, but it’s never the same (…) Drunk girls can be just as insane”. 

On the Other Side”, The Strokes – ah, as miragens e embaralhamentos que o álcool provoca: “I hate them all, I hate them all, I hate myself for hating them. So I’ll drink some more, I’ll love them all, I’ll drink even more, I’ll hate them even more than I did before”.

Toothless turtle”, Holger – E ao longo de toda a noite, até o dia seguinte, tudo permanece embaçado… “drinking coke and coffee makes me feel better after a long night of tequila and strong pepper”.

Rehab”, Amy Winehouse – Por mais previsível que seja, citar músicas alcoolicas sem falar daquela que tem bebida até no sobrenome é impossível. Dentre tantas faixas exemplares da musa trash, fica aqui aquela que contém a frase oficial de toda ressaca: “I don’t ever wanna drink again…”.

Para finalizar e permanecer neste clima meio ébrio, fica aqui uma das frases mais geniais e elogiosas que um homem já disse sobre uma mulher  – quem sabe sirva de inspiração para a na noite de hoje:

O que um homem vê bêbado nas outras mulheres, vê sóbrio em Greta Garbo

(Kenneth Tynan, em A Vida Como Performance – Perfis, Companhia das Letras.)

Cheers!

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Confete e serpentina

 

Dizem que brasileiro adora carnaval. De fato, poucas manifestações populares causam tanto furor, mas como este blog tenta fugir do senso comum, nada mais justo do que homenagear aqueles que não estão nem aí para o fuzuê e o ziriguidum.

Assim, como as playlists reverbianas estão virando tradição, segue aqui uma lista para aqueles que estão afim de curtir o carnaval, sacudir o esqueleto, sem necessariamente cair no samba.

Tudo Azul, Cajamanga – “Tudo azul, todo mundo nu, no Brasil, sol de norte a sul”. Quer mais espírito carnaval que isso?

De Esquina, Cássia Eller e Xis – O Acústico MTV Cássia Eller é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. Esta música me causa arrepios toda vez que ouço; e a vontade de batucar ao som desses dois será eterna “tudo prossegue normal, até onde eu sei, enquanto isso é a melhor cerveja que vem; leva essa, traz mais uma, põe na conta, to sem dinheiro, ta valendo, eu to à pampa”.

Esnoba, Moinho – saca o Pierrot apaixonado que se ferra? Pois é: “só porque tenho por ela um apreço imenso, ela me esnoba, me esnoba, me esnoba…”

Lista de Casamento, Móveis Coloniais de Acaju – Carnaval não é todo mundo misturado, cada um vestido de uma coisa? Pois bem, o Móveis faz uma bela mistureba semântica e sonora nesta música. “Quem diria o amor sobrou, mas o aspirador faltou na lista…”

Só sei dançar com você, Tulipa Ruiz– não sabe sambar? Talvez o que precise é de um par para te conduzir: “você me chamou pra dançar aquele dia, mas eu nunca sei rodar (…) mesmo sem jeito eu fui topando essa parada, e no final achei tranqüilo: só sei dançar com você, isso é o que um amor faz”

Meu Esquema, Mundo Livre SA – Carnaval para você é beijar da boca? Esta música aqui é a cantada infalível: “ela é meu concerto de rock and roll, minha torcida gritando gol, minha Ipanema”.

“Vem me Dar”, Do Amor – a música de cima não adiantou? Bora apelar: “aaah vem me dar, antes que eu me esqueça, por favor…. aaaah vem me dar, antes que eu esqueça do amor”.

A Maldição do Samba, Marcelo D2 – uma pequena concessão ao samba (ainda que misturado ao hip hop) – só pra não falarem que sou blasé… “quer dançar, quer dançar, então prepara, a maldição bateu, sambou, nunca mais para”.

Minha Galera, Manu Chao – até a quarta-feira de cinzas, todas as preocupações ficam de lado… “oh minha maloca, minha larica, minha cachaça, minha cadela…”

Todo Carnaval Tem seu Fim, Los Hermanos – para terminar, um lembrete de que o ano começa agora – mas que em 2012 tem mais. “Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu brincar com o meu nariz”.

 

bom carnaval !!!

 

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Reverberando

 

Lembra daquela nossa playlist 40 graus? Pois é, ela deu cria. E não foi em qualquer lugar não…foi no Natura Musical!

Bacanérrimo, né?


Espia lá!

É nóis no Natura. Reverberando…

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iPod 40 graus

 

Calor de rachar mamona, de fritar ovo no asfalto, de derreter…seja qual for a modalidade, calor para mim combina com quatro coisas: biquíni, sorvete, cerveja e música de verão.

Sim, porque pessoalmente acho que existe uma categoria muito clara de músicas especialmente compatíveis com temperaturas acima dos 28oC… ela é composta por muita música brasileira (pense em Mutantes, Novos Baianos, Caetano Veloso, Little Joy, Marcelo Jeneci, Mombojó, Holger…), e também faixas gringas mais coloridas, animadas, batucantes e tendendo ao pop. Mas não há muita regra…vale qualquer coisa refrescante, que desça redondo no verão.

A fim de buscar novas inspirações, outro dia entrei no Stereomood para ouvir a summer playlist dos caras – muito boa, por sinal, com nomes mais conhecidos como Two Door Cinema Club, Denver, Brian Eno, The Drums, etc. e outros menos, como a ótima “Hustle”, do Tunng, ou “Plumy Tale”, de Dumbo Gets Mad (confesso que não tenho idéia de quem sejam)…

Mas, ainda assim, continuava com calor e, pegando a onda da Vivi e sua playlist de chuva, e montei então a minha playlist ensolarada:

De manhã

“Pra Sonhar”, Marcelo Jeneci (amor de verão à primeira vista)

“Vida Doce”, Marcelo Camelo (outro Marcelo, outra paixão; desta vez preguiçosa: “eu deixo tudo sempre pra fazer mais tarde, assim eu caminho no tempo que bem entender…”)

Baby”, Devendra Banhart (sonzinho praiano pra deixar qualquer um de bom humor “Holy moly, you’re so funny, you crack me up, you crack me up”)

It’s All Right”, The Apples in Stereo, (releitura moderna de “Three Little Birds”, do Bob Marley… every little thing is gonna be all right!)

Big Bad Mean Motherfucker”, Girls (Beach Boys versão 2009)

 

Sol a pino

Brand New Start”, Little Joy (o álbum todo é uma trilha clássica para o verão. Esta em especial: “Take advantage of the season to take off your overcoat…”)

Dance, Dance, DanceLykke Li (pancadão carioca encontra ares nórdicos… adooooro!!!!)

“Pepeu Baixou em Mim”, Do Amor (roqueiros fazendo axé: “ai que vontade louca de cantar lá na Bahia todo dia ver o sol nascer…”)

“She Dances”, Holger (o álbum chama-se Sunga… e esta faixa, em especial, é minha favorita… calorenta!)

 

Final de tarde

“Felicidade”, Marcelo Jeneci (“melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você / chorar, sorrir também e depois dançar na chuva quando a chuva vem”)

Concrete Jungle”, Bob Marley, versão de Céu (quando bater aquela moleza depois de um dia de praia…)

“Casa Caiada”, Mombojó (“enquanto a nostalgia vem à mente, eu volto pra cidade vendo a lua me assistir…”)

Sunday Night Blues”, Garotas Suecas (um sambinha-chill out; inglês com agogô)

“Como as Luzes”, Cidadão Instigado (“somos como as luzes que se apagam ao amanhecer, e o sol me lembra você”)

 

BONUS TRACK: “Baby”, Caetano Veloso, versão de Gal Costa (“Você precisa saber da piscina, da margarina, da Carolina… Você precisa tomar um sorvete na lanchonete…”)

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